A página não caiu da árvore.
Mas foi mais uma folha
que o vento levou.
(Direitos autorais reservados).
O verso exala e as palavras são folhas que viajam levadas pelos insondáveis ventos da existência humana... (Direitos autorais reservados. Obra sob proteção da Lei 9.610 de Direitos Autorais).
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
ESPELHOS

Do que não há de vir,
desde que foste embora,
na penumbra do quarto,
o lençol adornado de aurora
se desfaz...
Que bosque profundo,meu amado,
Que bosque profundo,meu amado,
me roubas ao sono,
com tuas doces e suaves
asas de desengano?
Espelho os algarismos dos sacrifícios,
Espelho os algarismos dos sacrifícios,
os lúgubres escaninhos dos vazios
por onde não passa mais nada,
onde não vive mais nada,
apenas a dor em seu cio.
(Todos os direitos reservados.
Obra protegida pela Lei de Direitos Autorais
9.610 de 10.02.98)
domingo, 31 de agosto de 2008
AO PÓ DA PALAVRA
No vaso de barro,
o desejo firmado no pó.
Entoado entre a dor e garganta exposta.
Talvez tivessem que ser rosas,
ou margaridas. Talvez o barro fosse ouro,
ou óleo fino que cinge frontes de agouro
em suas cascas destemidas.
Dos beirais para a imensidão, servas do chão,
iluminarão, como estrelas, mil cordeiros
em tempo de escuridão.
o desejo firmado no pó.
Entoado entre a dor e garganta exposta.
Talvez tivessem que ser rosas,
ou margaridas. Talvez o barro fosse ouro,
ou óleo fino que cinge frontes de agouro
em suas cascas destemidas.
Dos beirais para a imensidão, servas do chão,
iluminarão, como estrelas, mil cordeiros
em tempo de escuridão.
(Direitos autorais reservados).
sábado, 23 de agosto de 2008
PORTAL

(in memoriam de A. Q.)
Ali, o cedro, de algum lugar, chorou mais alto.
Uma estrela azul deixou seus pedaços
pelo chão.
Ferir o coração em fantasia,
arrancada à sombra
de algum momento insano,
quando o homem tomba
– esquecendo de ser humano.
(Direitos autorais reservados)
Publicado no Recanto das Letras em 22/08/2008
Código do texto: T1141059
Uma estrela azul deixou seus pedaços
pelo chão.
Ferir o coração em fantasia,
arrancada à sombra
de algum momento insano,
quando o homem tomba
– esquecendo de ser humano.
(Direitos autorais reservados)
Publicado no Recanto das Letras em 22/08/2008
Código do texto: T1141059
MODERNIDADE

Aos bandos deslizam
sobre a rocha porosa.
São vermes do paraíso
sobre a peste e a rosa.
Matam a fome imprecisa,
as asas disformes somem.
E na luz engendram o buraco negro
e, sob o ôlho da noite,
se tornam cegos
e homens.
(Direitos autorais reservados)
Publicado no Recanto das Letras em 22/08/2008
Código do texto: T1141043
sobre a rocha porosa.
São vermes do paraíso
sobre a peste e a rosa.
Matam a fome imprecisa,
as asas disformes somem.
E na luz engendram o buraco negro
e, sob o ôlho da noite,
se tornam cegos
e homens.
(Direitos autorais reservados)
Publicado no Recanto das Letras em 22/08/2008
Código do texto: T1141043
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
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